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Notícias - 17 de janeiro de 2022 - 12:49

Concerto de abertura do Femusc homenageia Yara Springmann

Concerto de abertura do Femusc homenageia Yara Springmann

O concerto de abertura da 17ª edição do Festival Internacional Femusc, neste domingo, 16/01, fez uma homenagem especial à Yara Springmann, uma das fundadoras do Teatro Scar, que morreu em 10 de janeiro, aos 87 anos. Conhecida como Dona Yara, era incentivadora da música e da arte em Jaraguá do Sul e não perdia nenhuma edição do Femusc.
Além de uma retrospectiva com imagens da vida e um vídeo com depoimentos de Dona Yara, a Orquestra Colonial do Femusc, sob regência do maestro Ricardo Kanji, tocou Ária da Quarta Corda, de Johann Sebastian Bach, durante a homenagem.
As autoridades presentes salientaram a importância da homenagem e a grandiosidade do festival que virou sinônimo de Jaraguá do Sul.
“Tenho certeza que duas cadeiras estão ocupadas neste teatro: para Dona Yara e Dr. Fernando, seu marido, fundadores do teatro Scar e que deixaram um maravilhoso legado para nosso povo de Jaraguá do Sul. Cabe ainda destacar a importância do maestro Alex Klein, que participou desde o início desta história de forma decisiva”, relembrou o prefeito Antídio Lunelli.
O presidente do Instituto Femusc, Ary Carlos Pradi, destacou a importância dos profissionais que estão à frente da 17ª edição do Festival Internacional Femusc e a dedicação dos voluntários, professores durante esse período de restrições com a pandemia da Covid-19. “Que esta edição seja lembrada como o renascimento do que estamos passando há dois anos”, afirmou Pradi.
Já o maestro Alex Klein, diretor artístico do festival, reafirmou a importância de projetos culturais como o Femusc. “Saibam que pelos frutos vocês conhecerão a importância de projetos culturais que são produtivos, têm reconhecimento, são generosos e deixam um lastro de benefícios à comunidade. Esse Femusc é diferente se comparado aos outros, anteriores à pandemia, mas sua qualidade e produção é a mesma, ressaltou.
Além da homenagem especial à Yara Springmann, o concerto de abertura contou com apresentação dos Hinos Nacional, composto por Francisco Manuel da Silva com réplicas de instrumentos e afinação da época da composição e da Independência, com voz e piano, em alusão ao bicentenário da Independência.
O concerto foi encerrado com um show de música popular brasileira apresentado pelo professores do Femusc e pela cantora Jane Duboc.

Acessibilidade
O concerto de abertura foi acompanhando também por estudantes surdos, que além da tradução em libras pela intérprete Clery Dreher puderam sentir o som através de um instrumento desenhado para captar as ondas sonoras criado pela designer Alessandra Piazera, resultado do trabalho de conclusão de curso do Bacharel. O aparelho é colocado próximo ao corpo para que a pessoa sinta as vibrações dos instrumentos musicais. Lucas Pozoca, de 23 anos, explicou que foi muito interessante sentir a música e o movimento. “Eu não ouço nada, mas fiquei muito feliz porque senti uma emoção ao usar esse instrumento; foi muito bom sentir o som do violino”, afirmou. Já Kelvin Rodrigues Alves, de 14 anos, salientou que, ao usar o equipamento, pode sentir a vibração do grave e do agudo.

Espetáculos de alto nível artístico
A 17ª edição do Festival Internacional Femusc acontece até 29 de janeiro com apresentações diárias. O público poderá prestigiar diferentes shows divididos em quatro séries: shows de música popular (Série MPB), concertos de música barroca, clássica e colonial (Série Música Antiga), concertos orquestrais, óperas e música de câmara (Série Grandes Concertos), além de palestras informativas (Série Musicalmente Falando).

Na programação, além das comemorações do bicentenário da Independência e da Semana da Arte Moderna, estão presentes obras de mestres da música erudita como W. A. Mozart, Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach e grandes nomes da MPB como Djavan, Chico Buarque, Edu Lobo, Flavio Venturini e Dominguinhos.