Fraiburgo nasceu da saga de seus empreendedores pioneiros. Em terras antes contestadas entre a fazenda Liberata e Buitá Verde, no Planalto Serrano, meio oeste catarinense, foi onde em 1937 os irmãos Frey (Rene e Arnoldo) deram início ao povoado.
Na região, habitavam famílias brasileiras oriundas das Revoluções da segunda metade do século XIX e posseiros de grande fazendas. Vale destacar neste período, a ocorrência do primeiro conflito da Guerra do Contestado na localidade de Taquaruçu, hoje pertencente a Fraiburgo e um dos seus mais antigos povoados.
As primeiras fazendas surgiram por volta da metade do século XIX, depois da Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai e mais tarde da Revolução Federalista. Duas delas tiveram importante papel no surgimento de Fraiburgo, as fazendas Liberata e Butiá Verde.
A expressão Campo da Dúvida surgiu por que os proprietários das fazendas Liberata e Butiá Verde não entravam em consenso sobre o ponto de divisa
entre as duas.
O nome Liberata é uma homenagem a uma índia velha chamada Liberata que vivia num toldo indígena às margens do Rio Mansinho. Já Butiá Verde foi batizada em homenagem as árvores conhecidas como butiazeiro.
As primeiras famílias que habitavam a região do Campo da Dúvida teriam sido Naper ou Anaper, Fritz Burger, Aristides Ramos, Moreira, Ribeiro e Fray.
A família Frey é considerada pela História como a desbravadora de Fraiburgo, tanto é verdade que...
Fraiburgo nasceu da saga de seus empreendedores pioneiros. Em terras antes contestadas entre a fazenda Liberata e Buitá Verde, no Planalto Serrano, meio oeste catarinense, foi onde em 1937 os irmãos Frey (Rene e Arnoldo) deram início ao povoado.
Na região, habitavam famílias brasileiras oriundas das Revoluções da segunda metade do século XIX e posseiros de grande fazendas. Vale destacar neste período, a ocorrência do primeiro conflito da Guerra do Contestado na localidade de Taquaruçu, hoje pertencente a Fraiburgo e um dos seus mais antigos povoados.
As primeiras fazendas surgiram por volta da metade do século XIX, depois da Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai e mais tarde da Revolução Federalista. Duas delas tiveram importante papel no surgimento de Fraiburgo, as fazendas Liberata e Butiá Verde.
A expressão Campo da Dúvida surgiu por que os proprietários das fazendas Liberata e Butiá Verde não entravam em consenso sobre o ponto de divisa
entre as duas.
O nome Liberata é uma homenagem a uma índia velha chamada Liberata que vivia num toldo indígena às margens do Rio Mansinho. Já Butiá Verde foi batizada em homenagem as árvores conhecidas como butiazeiro.
As primeiras famílias que habitavam a região do Campo da Dúvida teriam sido Naper ou Anaper, Fritz Burger, Aristides Ramos, Moreira, Ribeiro e Fray.
A família Frey é considerada pela História como a desbravadora de Fraiburgo, tanto é verdade que o nome Fraiburgo significa Vila dos Frey. Os irmãos René e Arnoldo foram peças fundamentais para o desenvolvimento.
Historicamente o município teve como auge as décadas de 50 e 60, com a indústria extrativa da madeira, ainda propulsora da economia. Mas foi a fruticultura que tornou a cidade reconhecida nacional e internacionalmente.
As primeiras mudas de macieira vieram da França, trazidas pelo engenheiro agrônomo Roger Biau. As variedades cultivadas mais conhecidas no mercado são Fuji, Gala, Gonden.
O crescimento vertiginoso da fruticultura elevou Fraiburgo ao título de Capital Brasileira da Maçã, tendo mais tarde sido batizada como Terra da Maçã.
A Bandeira do Contestado é um dos símbolos de Fraiburgo. Mede 98,5 cm de altura por 44 de largura. O branco significa desejo de paz e de pureza da alma, o verde riqueza florestal. A cruz simboliza religiosidade e sofrimento.
A bandeira do município é de autoria dos professores Rui Vital Batagelo e Francisco Costella, assessorados por Antônio Peixoto de Faria. As cores verde, branca e amarela, significam colheita, paz e riqueza. O brasão ao centro representa o Governo Municipal.
A letra e música do Hino de Fraiburgo foram compostas por Vera Vargas e Sebastião Lima. Tanto o hino, como a Bandeira e Brasão foram considerados como símbolos oficiais pela lei nº 303 de 5 de julho de 1977. A logomarca Terra da Maçã é outro símbolo garantido pela lei 1836 de 29 de junho de 2005.
Os irmãos Frey chegaram ao Brasil em 19 de outubro de 1919, vindos da Alsácia, região que pertenceu a Alemanha. No entanto, a vinda a região de Fraiburgo ocorreria apenas 11 anos mais tarde, em 1930.
O município foi criado em 20 de dezembro de 1961, pela Lei n.º 797, a partir do desmembramento de Curitibanos e foi instituído oficialmente em 31 de dezembro do mesmo ano. No cenário atual Fraiburgo é considerado o maior produtor de maçãs do Brasil.
O primeiro Hotel voltado ao turismo receptivo foi o Hotel Renar, fundado em 21 de junho de 1981 pela família Frey.
No feriado de 7 de setembro de 1937, René leva Maria para conhecer Campo da Dúvida. Saem a cavalo às 4 horas da manhã, atravessando caminhos difíceis chegam a Marechal Hindemburg, atualmente Dez de Novembro, conforme registrado no Caderno de Memórias, de Maria Frey.
(…) Seguimos viagem, passando pelo vizinho Sr. Ernesto Scholl, subindo agora numa ladeira, onde só mais tinha rastos dos pés de cavalos, onde o primeiro pisava, outros também eram obrigados a pisar, pelo chão liso devido à umidade do mato, onde os pinheiros altos e grossos se sobressaiam, com as suas copas lembrando um guarda-chuva dobrado pelo vento. Tornamos a descer e chegamos a uma tapera, tendo, como vestígio de uma antiga moradia, chorões de respeitável grossura, árvores de maçãs, de marmelos, um forno despencando coberto de roseiras trepadeiras (hoje os fundos do Hospital). Seguimos mais pouco, chegamos numa clareira onde o mato afastou-se (…) Sentamos na sombra, recostando, para fazer a nossa refeição, isto foi pão com salame e vinho (…) Pelo cansaço sobreveio uma sonolência. Ainda ouvi René dizer aqui vai ser a serraria, lá o pátio das toras pela inclinação facilita levar os troncos na serra, lá vai ter uma estrada com casas. (…)
Era inverno de 1938 quando começaram os trabalhos de construção da serraria dos Irmãos Frey. Para facilitar o transporte desde Perdizes até a serraria, a firma compra dois caminhões movidos a gasogênio, aparelho que ia preso ao veiculo, queimando lenha e produzindo gás combustível em substituição à gasolina, que praticamente desaparecera durante o período da Segunda Grande Guerra.
Em 1958 os Irmãos Frey contavam com duas serrarias, fábrica de caixas, um grande moinho, cantina vinífera, fábrica de crina vegetal, fábrica de pasta mecânica, açougue com matadouro, olaria e granja de suínos.
Ainda em 1943, os Frey constroem uma barragem no Arroio Passo Novo, com a finalidade de fornecer água para funcionamento da caldeira e locomóvel da serraria e para poder combater os freqüentes incêndios, dando origem ao lago artificial (Lago das Araucárias).
Os irmãos Frey instalam um açougue e um armazém geral para atender aos primeiros moradores; criam a primeira escola, onde leciona por vários anos o professor Antonio Karasiak; providenciam um salão para reuniões e bailinhos; instalaram em 1944 um gerador de eletricidade, que passa a fornecer energia para as casas dos empregados; contratam o técnico Alberto Wengrath para instalar uma olaria; em 1951 constroem a enorme chaminé para a caldeira com os tijolos ali mesmo produzidos.
Fonte: http://www.fraiburgo.sc.gov.br/site/sites.aspx?s=333&n=360#n360